Monday, August 29, 2005

Solanum Nigrum

(dedicado ao encontro fugaz de hoje)
Deixei o barco bastante cedo. Ainda antes dos primeiros pescadores chegarem ao porto calmo de Gialiskari. Levava na mochila os habituais livros, a máquina fotográfica e... água, uma lata de atum, um pão, duas maças...o almoço seria portanto mais leve que principesco.

Partiria de Nas, subiria a ilha, era um dos últimos trajectos a estudar da flora da ilha. Cheguei a Nas... ajudado por Verrón, Deus das motos encalhadas, filho de Motarón de espírito guerreiro, e da bela Abroairis de artes encantatórias... deixei o modelo pós-apocalipse helénico junto ao restaurante e comecei a subir a junto ao rio.

O bosque, tinha os habituais segredos incompreensíveis de manhãs silenciosas para um sol recente. Helicrysum stoechas, Gladiolus imbricatus, Campanula hagielia, Campanula celsii, “Está mais calmo o rio!”, Hypericum aegyptiacum, Salsola kali ,Hyoscyamus aureus, Kohlrauschia velutin, Echinops spinosissimus,”Como irei depois descer estas rochas?” Juniperus oxycedrus Lamium amplexicaule, Melissa officinalis, Lathyrus nissolia, Nerium oleander, “Talvez existe uma estrada do outro lado”, Tamus communis, Pallenis spinosa, Daphne gnidium, “Humm, talvez não”, Silybum marianum, Alnus glutinosa, Pistacia terebinthus, Cistus salvifolius, Cistus parviflorus,Tuberaria guttata.

“Que deserto!”. Desde que subi, não tinha avistado uma única casa ou uma única pessoa, apenas alguns grandes barcos ao longe que levavam emigrantes ao Verão das ilhas. Sedum album, Umbilicus rupestris, Quercus coccifera, Prunus dulcis, Hypochoeris achyrophorus, Lappula squarosa, Cynosurus echinatus, Daypyrum villosum. ”Sim, talvez seja bom não me esquecer de referir: Για το λόγο αυτό, προτείνεται να μην γίνεται φαρμακευτική χρήση φυτών που περιγράφονται στον. Ficará bem na introdução”. Tragopogon hybridum, Aegilops geniculata, Trifolium dasyurum, Legousia pentagonica, Lonicera etrusca, Crepis zacintha, Thymus capitatus.

Estava quase no topo da ilha, via de um lado as últimas ilhas da geografia ocidental, e do outro, a costa do médio-oriente. Devia ser então por ali a divisão do mundo. "Centaurea solistitialis!", devia ser ela que assinalava o local lendário, de minusculas raizes no Ocidente e restantes no Oriente. Antemis arvensis, Lavatera arborea, Phaglanon rupestris ssp graecum, Anchusa undulata Ballota pseudodictamnus, Lamium amplexicaule, Melissa officinalis.

Comi o almoço princepesco. “No fim-de-semana comerei melhor na festa de Messaki..” Lupinus albus, Linum bienne, Eruca sativa, Matthiola incana “O que eu daria por uma café decente..!” Hypochoeris achyrophorus, Limodorum abortivum, Lappula squarosa, Gagea Graeca. Subitamennte vi uma igreja ao fundo.“Talvez seja aquela a Igreja de Rahes!”, Já tinha ouvido falar dela. Não sabia que estava tão no cimo da Ilha, aproximei-me. “Bonita!” Uma grande igreja ortodoxa em pedra, quase parecia um convento, defronte de um amplo miradouro (obviamente só virado para o Ocidente..) com um bonito jardim com grandes árvores, Cupressus sempervirens, Juniperus oxycedrus, Castanea Sativa.

A igreja estava fechada.. mas também não percebi se costumava abrir. Sentei-me numa das mesas junto do miradouro. Os barcos no Egeu, tinham andado mais um pouco. Naquele pátio intimo e solitário, mais longe, e numa outra mesa, havia alguém.. era uma rapariga, e tinha uma série de livros em frente... mas pouco os lia. Aproximei-me. Era bonita, tinha regressado à ilha hà pouco, e estudava enfermagem em Sófia (não percebi porquê tão longe), estava numas curtas férias, e era filha do padre.. os livros eram de estudo. Falámos da ilha e de nós. De repente, levanta-se, entra numa porta lateral da Igreja e traz-me num pequeno prato um doce amarelo e uma pequena colher. “Prova, é muito forte”. A frase lembrou-lhe algo, levanta-se novamente e vai buscar um copo de água. Dá-me o grande copo de água, senta-se e sorri. Provo o doce.. Era bom e não me fazia lembrar nada. “É um doce de pétalas de rosa... Não sou eu que faço, é a minha irmã. Apanha as todas pétalas às rosas que encontra. Em Rahes, alguns gozam com ela por isso!” Sorri novamente ...“Rosa silvestris?”. Continuei a comer o doce, mas já não lhe percebia bem o sabor... apenas tinha o gosto das palavras “Doce de pétalas de rosa..!” e ela estaria em Armenistis com a irmã no próximo fim-de-semana e “Sim eu também irei”